sábado, 14 de dezembro de 2013

Novo Ford Mustang - Cinquentão moderninho

13/12/2013 19:20  - Fotos: Divulgação

Novo Ford Mustang - Cinquentão moderninho
Ford Mustang ganha nova geração com mais tecnologia e visual inspirado
por Igor Macário
Auto Press
Até mesmo os grandes ícones do mundo automotivo precisam ser atualizados. Por isso, a Ford demorou, mas apresentou a nova fase do Mustang, seu clássico “ pony-car ”. O esportivo chegou à sexta geração aos 50 anos de idade, com estilo revisto e mais tecnologia para encarar a concorrência acirrada de modelos como o Chevrolet Camaro. O novo carro ligeiramente está menor e mais leve que seu antecessor – lançado em 2005 –, e ganhou soluções mais modernas para entregar melhor dirigibilidade e eficiência. O que inclui motores menores, uma nova plataforma, chamada S550, e partes da carroceria em alumínio para diminuir peso. A ideia da Ford com o novo carro foi “ evoluir sem revolucionar ”, ao carregar adiante características marcantes das séries anteriores, como a opção de motor V8, mas teve o visual repaginado – ainda que não deixe dúvidas sobre a identidade do modelo.
A maior novidade sob o capô do Mustang é a adoção de um propulsor quatro cilindros – o primeiro desde 1993, época da primeira crise do petróleo. É um moderno 2.3 litros EcoBoost turbinado que rende 309 cv a 5.500 rotações e 41,4 kgfm de torque constantes entre 2.500 e 4.500 giros. Para entregar essa força, a fabricante norte-americana adotou uma turbina de duplo estágio, além da injeção direta de gasolina. A intenção é entregar um desempenho melhor que o atual V6 de 3.7 litros – que continua a ser oferecido e fornece 304 cv e 37,3 kgfm de torque –, mas com mais eficiência e menor consumo de combustível. No topo da gama segue o V8 de 5.0 litros, calibrado para render 426 cv e 53,9 kgfm de força – na geração passada produzia 417 cv. A Ford ainda mantém segredo sobre os dados de desempenho do novo carro.
Por fora, as novas linhas são um interessante balanço entre um carro totalmente novo e os traços históricos do Mustang. A linha do teto tem um caimento mais suave e termina numa traseira mais curta que a anterior, num resultado mais elegante. A frente faz referências a sedãs como o Fusion, com os faróis afilados e a grade trapezoidal. No entanto, todo o conjunto ficou mais esbelto, com menos superfícies planas. Atrás, as lanternas divididas em três seções foram mantidas, mas estão menores e com contornos suavizados.
Outra notável evolução foi feita na suspensão do Mustang, possibilitada pela base nova. Pela primeira vez em sua história, o esportivo utiliza suspensão independente nas quatro rodas – até então na traseira utilizava eixo rígido. A proposta da marca é fazer deste o Mustang com melhor comportamento dinâmico – e ao mesmo tempo refinado – já produzido. Na frente, segue a tradicional arquitetura McPherson. 
O interior também recebeu bastante atenção da Ford. O carro ganhou acabamento mais caprichado e ostenta o MyFord Touch. O sistema multimídia é o mesmo encontrado em outros carros da marca – do pequeno Fiesta ao sedã grande Taurus – que gerencia praticamente todas as funções do carro. Ele pode ser comandado por voz ou por botões no volante, que também comandam controlador de velocidade de cruzeiro e a interação via Bluetooth com telefones. O cavalo galopante americano deu mais um passo à frente.
Ficha Técnica
Ford Mustang
Motor 2.3: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 2.300 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbo, duplo comando no cabeçote com sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta e acelerador eletrônico.
Motor V6: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 3.727 cm³, seis cilindros em V, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote com abertura variável de válvulas. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Motor V8: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 4.951 cm³, oito cilindros em V, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote com abertura variável de válvulas. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual de seis marchas à frente e uma a ré ou automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 
Motor 2.3: 309 cv a 5.500 rpm.
Motor V6: 304 cv a 6.500 rpm.
Motor V8: 425 cv a 6.500 rpm.
Torque máximo: 
Motor 2.3: 41,4 kgfm a entre 2.500 e 4.500 rpm.
Motor V6: 37,3 kgfm a 4 mil rpm.
Motor V8: 53,9 kgfm a 4.250 rpm.
Aceleração de zero a 100 km/h: Não divulgado.
Velocidade máxima: Não divulgado.
Diâmetro e curso: 
Motor 2.3: 87,5 mm X 94,0 mm. Taxa de compressão: 9,5:1.
Motor V6: 95,5 mm X 87,5 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Motor V8: 92,2 mm X 92,7 mm. Taxa de compressão: 11,0:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com rodas independentes, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink, com barra estabilizadora e amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade.
Pneus: 235/55 R17 e 235/50 R18 com motor V8.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Oferece ABS.
Carroceria: Cupê em monobloco, com duas portas e quatro lugares. Com 4,78 metros de comprimento, 1,91 m de largura, 1,38 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.
Peso: Não divulgado.
Capacidade do porta-malas: 383 litros.
Tanque de combustível: 59 litros.
Produção: Flat Rock, Estados Unidos.
Lançamento mundial: 2014. 
Itens de série:  Ar-condicionado automático, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, computador de bordo, rádio/CD/MP3/iPod/Bluetooth com tela sensível ao toque de sete polegadas, bancos dianteiros com ajuste de altura, airbags frontais, laterais e de cortina, controlador de velocidade de cruzeiro, bancos dianteiros com regulagens elétricas e aquecimento, freios ABS com EBD, alarme, faróis de neblina.
Preço estimado: US$ 28 mil, cerca de R$ 64.900.


Vídeo: Homem mais forte do mundo carrega 12 Nissan Note

11/12/2013 12:03  - Fotos: Divulgação

Vídeo: Homem mais forte do mundo carrega 12 Nissan Note
Zidrunas Savickas conseguiu puxar 12 Nissan Note num percurso de 5 metros
por Amanda Rolim
MotorDream
O cinco vezes recordista do concurso World Strongest Man, Zidrunas Savickas, alcançou mais uma marca para demonstra sua força extrema: puxou 12 Nissan Note ao longo de 5 metros. Os carros somaram um total de quase 13 toneladas. Mas poderia ser pior. Como a nova geração do Note passou por uma redução de 21 kg, a Nissan poupou o atleta um esforço de 231 kg.
A iniciativa da Nissan ocorreu no país natal do esportista e serviu para fechar as celebrações de "Carro do Ano" na Lituânia. Zidrunas Savickas teve apenas uma chance para demosntrar sua força e conseguir puxar os 12 carros. Equipado com uma corrente que o prendia aos carros e uma corda que puxava para se locomover com os veículos, o esportista conseguiu percorrer os cinco metros em apenas 32.9 segundos. O evento contou ainda com a presença de um júri oficial do Guiness World Records e estará no exemplar de 2014 do livro.


Assista ao vídeo: 


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Porsche Macan é lançado mundialmente em Los Angeles

Após muitos teasers, "Baby Cayenne" chega para incomodar os consolidados BMW X3, Audi Q5 e Range Rover Evoque
por David Sharp
MotorDream

Enfim foi lançado, em Los Angeles, o Porsche Macan. O carro foi mostrado às vésperas do início do Salão que leva o nome da cidade californiana e o evento contou com a presença da tenista russa Maria Sharapova. A marca aposta muito no SUV compacto para alavancar suas vendas. O modelo vai ser produzido na fábrica alemã de Leipzig, na qual a empresa investiu 500 milhões de euros - aproximadamente R$ 1,520 milhões. 

Como o MotorDream já havia adiantado, o "Baby Cayenne" estará disponível em três versões: S, S Diesel e Turbo. Na S Diesel, a mais leve, o veículo pesa 1.898 kg. Quanto ás medidas, o carro tem 4,68 metros de comprimento, 1,92 m de largura e 1,63 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,80 metros - a mesma do Audi Q5.


Sob o capô está um motor V6 3.0 litros com 345 cv e 47 kgfm de torque, capaz de fazer o SUV acelerar de 0 a 100 em apenas 5,5 segundos - ou em 5.2s quando o veículo estiver equipado com o pacote opcional Sport Chrono - e chegar à velocidade máxima de 226 km/h. A versão S Diesel conta com as mesmas configurações de motor, no entanto, o propulsor produz potência máxima de 261 cv, e é capaz de fazer o carro acelerar de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e chegar a velocidade máxima de 230 km/h.

Já a versão Turbo, a topo de linha do modelo, é empurrada por um V6 3.6 litros, que entrega 405 cv e 56,08 kgfm. Ela chegará aos 100 km/h partindo da inércia em 4,8 segundos e alcançará os 269 km/h.


O Macan S e S Diesel têm rodas de liga-leve de fábrica de 18 polegadas, enquanto que o topo de linha dispõe de jantes de 19". No entanto, os clientes têm a opção de configurar o seu carro com vários modelos de rodas em tamanhos de até 21 polegadas. 

O Porsche Macan chega às lojas europeias em abril do ano que vem. As versões S e S Diesel custarão a partir de 57.930 euros - o equivalente a pouco mais de R$ 176 mil. A versão Turbo partirá de 79.826 euros - aproximadamente R$ 242.600.

 

domingo, 29 de setembro de 2013

Teste: Novo Ford Focus – Começar de novo

27/09/2013 08:33  - Fotos: Rodrigo Machado/Carta Z Notícias

Teste: Novo Ford Focus – Começar de novo
Na terceira geração do Focus, Ford quer manter sucesso do hatch e finalmente emplacar o sedã
por Rodrigo Machado
Auto Press


A presença ou não de um terceiro volume pode mudar completamente o rumo de um carro no mercado. O Ford Focus é um belo exemplo disso. A segunda geração do modelo, à venda por aqui desde 2008, fez bastante sucesso com a configuração de dois volumes – é o atual o líder do segmento de hatches médios. Em compensação, a versão com o porta-malas protuberante praticamente sumiu na multidão de sedãs médios do mercado, apesar de a marca ter concentrado nela todo o marketing da linha Focus. A nova geração – que chega em outubro no Brasil – tem como missão deixar essa diferença menos gritante. Com o hatch, a ideia é continuar no primeiro lugar. No caso do sedã, a expectativa é mais comedida. A Ford se contenta com a disputa pela quarta posição do setor. O que já seria um grande avanço em relação ao atual sétimo lugar.

A própria fabricante admite que a tarefa é difícil. Por isso, – assim como fez em 2008 e não funcionou –, vai novamente dar mais divulgação para o sedã. A marca já expôs, por exemplo, o carro na Bienal de São Paulo no último mês de agosto. De acordo com a Ford, o hatch não deve dar muito “trabalho” por já ser um produto de sucesso – apesar da indisfarçável preocupação a chegada do novo Volkswagen Golf.



A terceira geração do Focus chega ao Brasil com um certo atraso. O carro foi apresentado mundialmente em 2010, para chegar no início do ano seguinte aos mercados de Europa e Estados Unidos. O atraso de dois anos e meio é justificado pela Ford como uma questão de preferência e planejamento. Enquanto o médio demorou, o Brasil foi local do lançamento mundial do EcoSport e um dos primeiros mercados a receber o New Fiesta reestilizado, por exemplo. A fábrica de General Pacheco, na Argentina, aliás, é a oitava do mundo a produzir essa terceira fase do modelo. O tal atraso, por sinal, criou uma discrepância estética com o resto da linha, que já tem a nova identidade visual da marca, inaugurada em 2012.

Para tentar amenizar o retardo na chegada, a Ford tratou de modernizar o resto do carro. O grande destaque é a mecânica. O sedã só pode vir com o 2.0 Duratec Direct Flex, primeiro motor bicombustível do mundo a receber injeção direta de combustível. Com duplo comando variável de válvulas e sistema de partida a frio, ele joga 178 cv a 6.500 rpm e 22,5 kgfm a 4.500 giros nas rodas dianteiras. Em qualquer configuração de carroceria, esse propulsor vai ser aliado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem. A Ford não deu números oficiais de desempenho. Porém, em seu segmento, os tempos só devem ficar aquém do Volkswagen Jetta 2.0 TSI e seus 200 cv.



 Em termos construtivos, a evolução é menos impactante. A plataforma é basicamente uma evolução da usada na geração anterior do modelo. Recebeu melhorias construtivas, como uso de aços mais rígidos e braços de suspensão mais leves e resistentes. Avanços que garantiram cinco estrelas nos testes de impacto na Europa e Estados Unidos – está em fase de testes também pelo LatinNCAP.

O ganho de tecnologia – e o aspecto novidade – também mudaram ligeiramente o Focus de patamar de preço. A Ford mira – explicitamente – o Honda Civic na tabela. A versão de entrada é a S já com duplo airbag, controles de estabilidade e tração, rodas de liga leve de 16 polegadas e rádio/CD/USB/Bluetooth com tela de 3,5 polegadas por R$ 69.990 – exatamente o mesmo preço do Civic de entrada. A intermediária, versão que a Ford espera que represente 50% das vendas, agrega airbags laterais, tela central maior, revestimento de couro e sensor de estacionamento traseiro por R$ 74.990. Ainda há o pacote Plus que adiciona os airbags de cortina, partida sem chave, ar digital e sensor de chuva e luminosidade por R$ 77.990. A topo continua sendo a Titanium que ganha o sistema de entretenimento com tela central sensível ao toque de 8 polegadas com GPS e som de nove alto-falantes e computador de bordo com monitor colorido de 4,2 polegadas. Nesse caso, o preço sobe para R$ 81.990. Também há um kit Plus para a versão Titanium que inclui faróis de xênon, luzes de led, teto solar, banco do motorista com ajuste elétrico e sistema de estacionamento automático. Com tudo que pode ter, o Focus sedã vai a R$ 89.990. Bem perto dos R$ 92.990 cobrados pelo Fusion 2.5 L.     



Ponto a ponto
Ford Focus sedã
Desempenho –
 Os 178 cv desenvolvidos pelo novo 2.0 são extremamente saudáveis para o sedã médio. O Focus acelera com progressividade e determinação. O torque de 22,5 kgfm é mais que suficiente para os 1.414 kg e deixam o sedã com comportamento bem ágil e até esportivo, principalmente em rotações médias e altas. Não é um desempenho alucinante, mas é bem animado. Outro destaque é a suavidade de funcionamento do conjunto, mesmo próximo à linha de corte. A transmissão funciona em harmonia com o propulsor, com trocas extremamente rápidas. O único “senão” é que no modo “D”, o câmbio trabalha em giros baixos, faixa onde o motor não é tão competente. Problema que se resolve ao colocar a alavanca no modo “S”. Nota 8.

Estabilidade –
 A segunda geração do Focus já era referência em comportamento dinâmico entre os médios. A nova, parece só ampliar essa sensação. O sedã mantém a suspensão traseira independente do tipo Multilink, que proporciona ótima estabilidade em qualquer situação. O Focus é neutro nas curvas e segue a trajetória apontada sem qualquer “drama”.Nota 9.

Interatividade –
 O volante tem boa pegada e a direção é precisa, apesar de ser um tanto leve para a proposta esportiva do médio. A cabine é envolvente e traz aquela sensação de “cockpit”, com os comandos voltados para o motorista. O novo sistema de entretenimento desta versão topo de linha é bom, cheio de funções – mas é preciso algum tempo para se adaptar ao programa. A transmissão tem opção de trocas manuais, porém, os botões ficam incomodamente na própria alavanca. Nota 9.

Consumo –
 No teste feito em estrada, o novo Focus fez média de 10,2 km/l com etanol no tanque. Os resultados do InMetro ainda não foram oficializados, mas a Ford garante que o novo sedã faz 6,6 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol e 9,6 km/l e 12,6 km/l com gasolina. São números um pouco decepcionantes para um motor moderno. Nota 6.

Conforto –
 Nem mesmo o ajuste firme da suspensão prejudica o conforto ao rodar do sedã. O Focus anda sempre com “desenvoltura” e sem maltratar a coluna dos ocupantes. Os bancos também merecem elogios pelos ótimos apoios laterais e lombar. O espaço interno não é dos maiores do segmento, mas fornece conforto suficiente para quatro adultos e uma criança. Nota 8.



Tecnologia –
 O novo Focus é baseado na plataforma global intermediária da Ford, que é uma evolução da usada pela segunda geração do modelo. Mantém componentes que já agradavam, como o comportamento dinâmico, e amplia a tecnologia embarcada, com o motor de injeção direta e a transmissão de dupla embreagem. O recheio é bom, principalmente na versão topo, com direito a seis airbags, sistema de entretenimento com tela sensível ao toque e assistente de estacionamento. O consumo fraco, no entanto, decepciona. Nota 8.

Habitabilidade –
 A ideia da Ford no interior foi valorizar o acabamento e o design. Por isso, não há grandes espaços na cabine para guardar objetos de uso rápido. O descanso de braços é o único que abriga um compartimento de tamanho maior. O porta-malas leva razoáveis 421 litros de bagagem. Nota 7.

Acabamento –
 É notável a evolução no padrão do interior do novo Focus. Os plásticos usados no painel são de ótima qualidade e agradam bastante ao toque. O couro desta versão topo de linha dá um toque ainda maior de sofisticação. O desenho da cabine também ajuda para a boa impressão. Nota 8.

Design –
 Apresentado mundialmente em 2010, a terceira geração do Focus não tem a atual identidade visual da Ford, caracterizada pela dianteira com a tomada de ar marcante. O que causa alguma estranheza do médio com o resto da linha da marca. O design por si só agrada, com linhas mais agressivas que as do modelo anterior, mas não chega a se destacar nas ruas. Nota 7.

Custo/benefício –
 A Ford claramente posicionou os preços do Focus baseado nos do Honda Civic. Isso significa que a nova geração do sedã não é propriamente barata. O carro é bastante competente, bem recheado e com comportamento dinâmico acima da média. Porém, mesmo assim, é caro. Principalmente na versão topo de linha, em que o preço se equipara ao do Fusion de entrada. Nota 6.

Total – 
O novo Ford Focus sedã somou 76 pontos em 100 possveis.



Primeiras impressõesAlém das linhas

No último ano a Ford ficou marcada pela beleza de seus lançamentos. O Fusion é um dos sedãs mais elegantes à venda no mercado, o EcoSport, um utilitário bem moderno e o New Fiesta, um compacto extremamente bem resolvido. Todos com a característica dianteira com a entrada de ar oval generosa, que lembra um “bocão”. Por isso, é no mínimo estranho chegar perto do novo Focus e perceber um carro que pouco tem a ver com seus companheiros de concessionária. Perto de um Fusion ou de um New Fiesta, por exemplo, parece um modelo antigo.

Sensação que rapidamente é invertida ao entrar no novo médio da marca norte-americana. O visual interno é moderno, com boas soluções estéticas. Na versão topo, tudo é valorizado pela tela central sensível ao toque e pelo acabamento mais caprichado. A qualidade do interior, por sinal, é significativa melhor do que a da fase anterior. O plástico emborrachado que reveste a maior parte do painel agrada tanto aos olhos quanto ao toque. E o mesmo se estende ao couro dos bancos, portas e volante.



Mas apesar de ter desenvolvido bastante em conforto, ergonomia e qualidade geral interna, é em movimento que o Focus continua se destacando. A nova geração do médio manteve as características mecânicas básicas, como a suspensão traseira independente. Significa que continua sendo a referência do segmento em termos de dirigibilidade. O conjunto dá ótimo controle do carro, mesmo em situações mais extremas. O carro quase não rola nas trocas bruscas de direção e sempre mantém uma neutralidade e aderência.

Só que, agora, para acompanhar o elogiável desempenho dinâmico, a Ford aprimorou bastante o trem de força do Focus. O novo motor 2.0 de injeção direta é um tanto “preguiçoso” em rotações baixas, mas se mostra muito eficiente quando passa dos 3 mil giros. Ele puxa o sedã com desenvoltura, sem qualquer sinal de “fadiga”. Impressiona também a suavidade com que ele atinge o limite de giros – o ótimo isolamento acústico também contribui para isso. A transmissão de dupla embreagem aparece em sua melhor forma no Focus. Há uma clara harmonia com o propulsor e as trocas são rápidas e intuitivas. O único item que “joga contra” é o software do câmbio. Em “D”, ele fica sempre calibrado para um melhor consumo. Ou seja, faz o motor trabalhar em uma faixa de giros baixa. Assim, quando se pisa forte no acelerador para uma eventual retomada, a resposta não é imediata. É preciso reduzir uma marcha antes do carro realmente acelerar com vontade. O problema é que mesmo em rotações baixas, o motor bebe bastante. Fez, no máximo, 10,2 km/l na estrada com etanol. Ao que parece, a Ford aposta fortemente na esportividade de seu sedã para finalmente se dar bem no segmento.

Ficha técnicaFord Focus sedã
Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.999 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas variável. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 178 cv a 6.500 rpm.
Torque máximo: 22,5 kgfm a 4.450 rpm.
Diâmetro e curso: 87,5 mm x 83,1 mm. Taxa de compressão: 12,0:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira do tipo multilink, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade.
Pneus: 215/50 R17.
Freios: Discos na frente e atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,53 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,47 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais de série.
Peso: 1.414 kg em ordem de marcha.
Capacidade do porta-malas: 421 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Produção: General Pacheco, Argentina.
Lançamento mundial: 2011.
Itens de série:
Versão S: Airbag duplo, ABS com EBD, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, aviso de pressão baixa dos pneus, rádio/CD/USB/Aux com tela de 3,5 polegadas, rodas de liga leve de 16 polegadas, direção elétrica, ar-condicionado manual e volante multifuncional.
Preço: R$ 69.990.
Versão SE: Adiciona airbags laterais, tela central colorida de 4,2 polegadas, revestimento de couro, cruise control e sensor de estacionamento traseiro.
Preço: R$ 74.990.
Versão SE Plus: Adiciona airbags de cortina, chave presencial, sensor de chuva e luminosidade, retrovisor interno eletrocrômico e externos com rebatimento elétrico e ar-condicionado digital.
Preço: R$ 77.990.
Versão Titanium: Adiciona sistema de entretenimento com tela central sensível ao toque de 8 polegadas com entrada de vídeo/áudio RCA, GPS e sistema de som com 9 alto falantes.
Preço: R$ 81.990.
Versão Titanium Plus: Adiciona faróis de xênon, luzes diurnas de led, teto solar, sensor de estacionamento dianteiro, sistema de estacionamento automático e banco do motorista com ajuste elétrico.
Preço: R$ 89.990.




Informações do Porsche Macan vazam antes do lançamento

27/09/2013 18:02  - Projeções: Reprodução

Informações do Porsche Macan vazam antes do lançamento
Imagens de slides revelam alguns detalhes do novo SUV que será mostrado no salão de Los Angeles, no mês que vêm
por David Sharp
MotorDream

O Porsche Macan só vai aparecer oficialmente no Salão de Los Angeles, no mês que vêm. Entretanto, imagens de vários slides, tiradas durante apresentação em coferência para revendedores, confirmaram algumas informações sobre o futuro utilitário. Uma delas é relativa a motorização. O Macan vai ter dois motores de seis cilindros turbinados. Um de 3.0 litros e outro de 3.6 L. Os dados técnicos, no entanto, ainda não apareceram.

Estima-se que o Macan custará a partir de 52 mil dólares - algo em torno de R$ 116,5 mil - enquanto que o Macan Turbo sairá por 75 mil dólares - o equivalente a R$ 168 mil. Assim, ele chega para brigar com BMW X3, Mercedes-Benz GLK e Audi Q5. 

No mesmo evento, surgiram informações sobre uma versão Targa do 911, com teto retrátil elétrico, assim como versões GTS, de alto desempenho, do Boxster e Cayman. Os GTS, previstos para abril, terão mais 17 cv de potência do que o Boxter S e o Cayman S, com 328 e 338 cv, respectivamente. Eles também trarão rodas exclusivas de 20 polegadas e a caracterização personalizada "GTS" na lataria.

Leia mais: Marcas alemãs "fogem" de casa e preparam estreias para o Salão de Los Angeles

Se for dirigir, não coma

27/09/2013 16:39  - fotos: reprodução - autocosmos/méxico

Se for dirigir, não coma
Estudo indica que ingestão de alimentos ricos em gordoras e açucares causam sonolência

do AutoCosmos.com
Com exclusividade no Brasil para MotorDream


Comer em excesso pode ser altamente perigoso para alguém que vá dirigir logo depois. De acordo com o Centro de Experimentação e Segurança Viária do México, uma refeição pesada pode produzir reações físicas que alteram a capacidade de atenção do motorista. Abaixo, alguns efeitos específicos provocados pelo consumo de certos tipos de alimento.

- As refeições com refrigerantes ou outras bebidas açucaradas, ou biscoitos e bolos, podem contribuir para uma sensação de peso. Quando o açucar começa a ser digerido, estimula a produção de insulina. Esse hormônio pode ser transformado em serotonina e melatonina, ambos causam sonolência.

- Caso faça uma refeição rica em gordura, a sensação de sonolência será ainda maior do que uma com níveis baixos de gordura e altos de carboidrato. 

A Universidade de Manchester informou recentemente que a ingestão de glicose, mesmo que em pouca quantidade, já é suficiente para diminuir a atividade neuronal. Portanto, para não ter problemas, é sempre bom evitar comer alimentos ricos em carboidratos e gorduras.