domingo, 29 de setembro de 2013

Teste: Novo Ford Focus – Começar de novo

27/09/2013 08:33  - Fotos: Rodrigo Machado/Carta Z Notícias

Teste: Novo Ford Focus – Começar de novo
Na terceira geração do Focus, Ford quer manter sucesso do hatch e finalmente emplacar o sedã
por Rodrigo Machado
Auto Press


A presença ou não de um terceiro volume pode mudar completamente o rumo de um carro no mercado. O Ford Focus é um belo exemplo disso. A segunda geração do modelo, à venda por aqui desde 2008, fez bastante sucesso com a configuração de dois volumes – é o atual o líder do segmento de hatches médios. Em compensação, a versão com o porta-malas protuberante praticamente sumiu na multidão de sedãs médios do mercado, apesar de a marca ter concentrado nela todo o marketing da linha Focus. A nova geração – que chega em outubro no Brasil – tem como missão deixar essa diferença menos gritante. Com o hatch, a ideia é continuar no primeiro lugar. No caso do sedã, a expectativa é mais comedida. A Ford se contenta com a disputa pela quarta posição do setor. O que já seria um grande avanço em relação ao atual sétimo lugar.

A própria fabricante admite que a tarefa é difícil. Por isso, – assim como fez em 2008 e não funcionou –, vai novamente dar mais divulgação para o sedã. A marca já expôs, por exemplo, o carro na Bienal de São Paulo no último mês de agosto. De acordo com a Ford, o hatch não deve dar muito “trabalho” por já ser um produto de sucesso – apesar da indisfarçável preocupação a chegada do novo Volkswagen Golf.



A terceira geração do Focus chega ao Brasil com um certo atraso. O carro foi apresentado mundialmente em 2010, para chegar no início do ano seguinte aos mercados de Europa e Estados Unidos. O atraso de dois anos e meio é justificado pela Ford como uma questão de preferência e planejamento. Enquanto o médio demorou, o Brasil foi local do lançamento mundial do EcoSport e um dos primeiros mercados a receber o New Fiesta reestilizado, por exemplo. A fábrica de General Pacheco, na Argentina, aliás, é a oitava do mundo a produzir essa terceira fase do modelo. O tal atraso, por sinal, criou uma discrepância estética com o resto da linha, que já tem a nova identidade visual da marca, inaugurada em 2012.

Para tentar amenizar o retardo na chegada, a Ford tratou de modernizar o resto do carro. O grande destaque é a mecânica. O sedã só pode vir com o 2.0 Duratec Direct Flex, primeiro motor bicombustível do mundo a receber injeção direta de combustível. Com duplo comando variável de válvulas e sistema de partida a frio, ele joga 178 cv a 6.500 rpm e 22,5 kgfm a 4.500 giros nas rodas dianteiras. Em qualquer configuração de carroceria, esse propulsor vai ser aliado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem. A Ford não deu números oficiais de desempenho. Porém, em seu segmento, os tempos só devem ficar aquém do Volkswagen Jetta 2.0 TSI e seus 200 cv.



 Em termos construtivos, a evolução é menos impactante. A plataforma é basicamente uma evolução da usada na geração anterior do modelo. Recebeu melhorias construtivas, como uso de aços mais rígidos e braços de suspensão mais leves e resistentes. Avanços que garantiram cinco estrelas nos testes de impacto na Europa e Estados Unidos – está em fase de testes também pelo LatinNCAP.

O ganho de tecnologia – e o aspecto novidade – também mudaram ligeiramente o Focus de patamar de preço. A Ford mira – explicitamente – o Honda Civic na tabela. A versão de entrada é a S já com duplo airbag, controles de estabilidade e tração, rodas de liga leve de 16 polegadas e rádio/CD/USB/Bluetooth com tela de 3,5 polegadas por R$ 69.990 – exatamente o mesmo preço do Civic de entrada. A intermediária, versão que a Ford espera que represente 50% das vendas, agrega airbags laterais, tela central maior, revestimento de couro e sensor de estacionamento traseiro por R$ 74.990. Ainda há o pacote Plus que adiciona os airbags de cortina, partida sem chave, ar digital e sensor de chuva e luminosidade por R$ 77.990. A topo continua sendo a Titanium que ganha o sistema de entretenimento com tela central sensível ao toque de 8 polegadas com GPS e som de nove alto-falantes e computador de bordo com monitor colorido de 4,2 polegadas. Nesse caso, o preço sobe para R$ 81.990. Também há um kit Plus para a versão Titanium que inclui faróis de xênon, luzes de led, teto solar, banco do motorista com ajuste elétrico e sistema de estacionamento automático. Com tudo que pode ter, o Focus sedã vai a R$ 89.990. Bem perto dos R$ 92.990 cobrados pelo Fusion 2.5 L.     



Ponto a ponto
Ford Focus sedã
Desempenho –
 Os 178 cv desenvolvidos pelo novo 2.0 são extremamente saudáveis para o sedã médio. O Focus acelera com progressividade e determinação. O torque de 22,5 kgfm é mais que suficiente para os 1.414 kg e deixam o sedã com comportamento bem ágil e até esportivo, principalmente em rotações médias e altas. Não é um desempenho alucinante, mas é bem animado. Outro destaque é a suavidade de funcionamento do conjunto, mesmo próximo à linha de corte. A transmissão funciona em harmonia com o propulsor, com trocas extremamente rápidas. O único “senão” é que no modo “D”, o câmbio trabalha em giros baixos, faixa onde o motor não é tão competente. Problema que se resolve ao colocar a alavanca no modo “S”. Nota 8.

Estabilidade –
 A segunda geração do Focus já era referência em comportamento dinâmico entre os médios. A nova, parece só ampliar essa sensação. O sedã mantém a suspensão traseira independente do tipo Multilink, que proporciona ótima estabilidade em qualquer situação. O Focus é neutro nas curvas e segue a trajetória apontada sem qualquer “drama”.Nota 9.

Interatividade –
 O volante tem boa pegada e a direção é precisa, apesar de ser um tanto leve para a proposta esportiva do médio. A cabine é envolvente e traz aquela sensação de “cockpit”, com os comandos voltados para o motorista. O novo sistema de entretenimento desta versão topo de linha é bom, cheio de funções – mas é preciso algum tempo para se adaptar ao programa. A transmissão tem opção de trocas manuais, porém, os botões ficam incomodamente na própria alavanca. Nota 9.

Consumo –
 No teste feito em estrada, o novo Focus fez média de 10,2 km/l com etanol no tanque. Os resultados do InMetro ainda não foram oficializados, mas a Ford garante que o novo sedã faz 6,6 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol e 9,6 km/l e 12,6 km/l com gasolina. São números um pouco decepcionantes para um motor moderno. Nota 6.

Conforto –
 Nem mesmo o ajuste firme da suspensão prejudica o conforto ao rodar do sedã. O Focus anda sempre com “desenvoltura” e sem maltratar a coluna dos ocupantes. Os bancos também merecem elogios pelos ótimos apoios laterais e lombar. O espaço interno não é dos maiores do segmento, mas fornece conforto suficiente para quatro adultos e uma criança. Nota 8.



Tecnologia –
 O novo Focus é baseado na plataforma global intermediária da Ford, que é uma evolução da usada pela segunda geração do modelo. Mantém componentes que já agradavam, como o comportamento dinâmico, e amplia a tecnologia embarcada, com o motor de injeção direta e a transmissão de dupla embreagem. O recheio é bom, principalmente na versão topo, com direito a seis airbags, sistema de entretenimento com tela sensível ao toque e assistente de estacionamento. O consumo fraco, no entanto, decepciona. Nota 8.

Habitabilidade –
 A ideia da Ford no interior foi valorizar o acabamento e o design. Por isso, não há grandes espaços na cabine para guardar objetos de uso rápido. O descanso de braços é o único que abriga um compartimento de tamanho maior. O porta-malas leva razoáveis 421 litros de bagagem. Nota 7.

Acabamento –
 É notável a evolução no padrão do interior do novo Focus. Os plásticos usados no painel são de ótima qualidade e agradam bastante ao toque. O couro desta versão topo de linha dá um toque ainda maior de sofisticação. O desenho da cabine também ajuda para a boa impressão. Nota 8.

Design –
 Apresentado mundialmente em 2010, a terceira geração do Focus não tem a atual identidade visual da Ford, caracterizada pela dianteira com a tomada de ar marcante. O que causa alguma estranheza do médio com o resto da linha da marca. O design por si só agrada, com linhas mais agressivas que as do modelo anterior, mas não chega a se destacar nas ruas. Nota 7.

Custo/benefício –
 A Ford claramente posicionou os preços do Focus baseado nos do Honda Civic. Isso significa que a nova geração do sedã não é propriamente barata. O carro é bastante competente, bem recheado e com comportamento dinâmico acima da média. Porém, mesmo assim, é caro. Principalmente na versão topo de linha, em que o preço se equipara ao do Fusion de entrada. Nota 6.

Total – 
O novo Ford Focus sedã somou 76 pontos em 100 possveis.



Primeiras impressõesAlém das linhas

No último ano a Ford ficou marcada pela beleza de seus lançamentos. O Fusion é um dos sedãs mais elegantes à venda no mercado, o EcoSport, um utilitário bem moderno e o New Fiesta, um compacto extremamente bem resolvido. Todos com a característica dianteira com a entrada de ar oval generosa, que lembra um “bocão”. Por isso, é no mínimo estranho chegar perto do novo Focus e perceber um carro que pouco tem a ver com seus companheiros de concessionária. Perto de um Fusion ou de um New Fiesta, por exemplo, parece um modelo antigo.

Sensação que rapidamente é invertida ao entrar no novo médio da marca norte-americana. O visual interno é moderno, com boas soluções estéticas. Na versão topo, tudo é valorizado pela tela central sensível ao toque e pelo acabamento mais caprichado. A qualidade do interior, por sinal, é significativa melhor do que a da fase anterior. O plástico emborrachado que reveste a maior parte do painel agrada tanto aos olhos quanto ao toque. E o mesmo se estende ao couro dos bancos, portas e volante.



Mas apesar de ter desenvolvido bastante em conforto, ergonomia e qualidade geral interna, é em movimento que o Focus continua se destacando. A nova geração do médio manteve as características mecânicas básicas, como a suspensão traseira independente. Significa que continua sendo a referência do segmento em termos de dirigibilidade. O conjunto dá ótimo controle do carro, mesmo em situações mais extremas. O carro quase não rola nas trocas bruscas de direção e sempre mantém uma neutralidade e aderência.

Só que, agora, para acompanhar o elogiável desempenho dinâmico, a Ford aprimorou bastante o trem de força do Focus. O novo motor 2.0 de injeção direta é um tanto “preguiçoso” em rotações baixas, mas se mostra muito eficiente quando passa dos 3 mil giros. Ele puxa o sedã com desenvoltura, sem qualquer sinal de “fadiga”. Impressiona também a suavidade com que ele atinge o limite de giros – o ótimo isolamento acústico também contribui para isso. A transmissão de dupla embreagem aparece em sua melhor forma no Focus. Há uma clara harmonia com o propulsor e as trocas são rápidas e intuitivas. O único item que “joga contra” é o software do câmbio. Em “D”, ele fica sempre calibrado para um melhor consumo. Ou seja, faz o motor trabalhar em uma faixa de giros baixa. Assim, quando se pisa forte no acelerador para uma eventual retomada, a resposta não é imediata. É preciso reduzir uma marcha antes do carro realmente acelerar com vontade. O problema é que mesmo em rotações baixas, o motor bebe bastante. Fez, no máximo, 10,2 km/l na estrada com etanol. Ao que parece, a Ford aposta fortemente na esportividade de seu sedã para finalmente se dar bem no segmento.

Ficha técnicaFord Focus sedã
Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.999 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas variável. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 178 cv a 6.500 rpm.
Torque máximo: 22,5 kgfm a 4.450 rpm.
Diâmetro e curso: 87,5 mm x 83,1 mm. Taxa de compressão: 12,0:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira do tipo multilink, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade.
Pneus: 215/50 R17.
Freios: Discos na frente e atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,53 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,47 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais de série.
Peso: 1.414 kg em ordem de marcha.
Capacidade do porta-malas: 421 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Produção: General Pacheco, Argentina.
Lançamento mundial: 2011.
Itens de série:
Versão S: Airbag duplo, ABS com EBD, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, aviso de pressão baixa dos pneus, rádio/CD/USB/Aux com tela de 3,5 polegadas, rodas de liga leve de 16 polegadas, direção elétrica, ar-condicionado manual e volante multifuncional.
Preço: R$ 69.990.
Versão SE: Adiciona airbags laterais, tela central colorida de 4,2 polegadas, revestimento de couro, cruise control e sensor de estacionamento traseiro.
Preço: R$ 74.990.
Versão SE Plus: Adiciona airbags de cortina, chave presencial, sensor de chuva e luminosidade, retrovisor interno eletrocrômico e externos com rebatimento elétrico e ar-condicionado digital.
Preço: R$ 77.990.
Versão Titanium: Adiciona sistema de entretenimento com tela central sensível ao toque de 8 polegadas com entrada de vídeo/áudio RCA, GPS e sistema de som com 9 alto falantes.
Preço: R$ 81.990.
Versão Titanium Plus: Adiciona faróis de xênon, luzes diurnas de led, teto solar, sensor de estacionamento dianteiro, sistema de estacionamento automático e banco do motorista com ajuste elétrico.
Preço: R$ 89.990.




Informações do Porsche Macan vazam antes do lançamento

27/09/2013 18:02  - Projeções: Reprodução

Informações do Porsche Macan vazam antes do lançamento
Imagens de slides revelam alguns detalhes do novo SUV que será mostrado no salão de Los Angeles, no mês que vêm
por David Sharp
MotorDream

O Porsche Macan só vai aparecer oficialmente no Salão de Los Angeles, no mês que vêm. Entretanto, imagens de vários slides, tiradas durante apresentação em coferência para revendedores, confirmaram algumas informações sobre o futuro utilitário. Uma delas é relativa a motorização. O Macan vai ter dois motores de seis cilindros turbinados. Um de 3.0 litros e outro de 3.6 L. Os dados técnicos, no entanto, ainda não apareceram.

Estima-se que o Macan custará a partir de 52 mil dólares - algo em torno de R$ 116,5 mil - enquanto que o Macan Turbo sairá por 75 mil dólares - o equivalente a R$ 168 mil. Assim, ele chega para brigar com BMW X3, Mercedes-Benz GLK e Audi Q5. 

No mesmo evento, surgiram informações sobre uma versão Targa do 911, com teto retrátil elétrico, assim como versões GTS, de alto desempenho, do Boxster e Cayman. Os GTS, previstos para abril, terão mais 17 cv de potência do que o Boxter S e o Cayman S, com 328 e 338 cv, respectivamente. Eles também trarão rodas exclusivas de 20 polegadas e a caracterização personalizada "GTS" na lataria.

Leia mais: Marcas alemãs "fogem" de casa e preparam estreias para o Salão de Los Angeles

Se for dirigir, não coma

27/09/2013 16:39  - fotos: reprodução - autocosmos/méxico

Se for dirigir, não coma
Estudo indica que ingestão de alimentos ricos em gordoras e açucares causam sonolência

do AutoCosmos.com
Com exclusividade no Brasil para MotorDream


Comer em excesso pode ser altamente perigoso para alguém que vá dirigir logo depois. De acordo com o Centro de Experimentação e Segurança Viária do México, uma refeição pesada pode produzir reações físicas que alteram a capacidade de atenção do motorista. Abaixo, alguns efeitos específicos provocados pelo consumo de certos tipos de alimento.

- As refeições com refrigerantes ou outras bebidas açucaradas, ou biscoitos e bolos, podem contribuir para uma sensação de peso. Quando o açucar começa a ser digerido, estimula a produção de insulina. Esse hormônio pode ser transformado em serotonina e melatonina, ambos causam sonolência.

- Caso faça uma refeição rica em gordura, a sensação de sonolência será ainda maior do que uma com níveis baixos de gordura e altos de carboidrato. 

A Universidade de Manchester informou recentemente que a ingestão de glicose, mesmo que em pouca quantidade, já é suficiente para diminuir a atividade neuronal. Portanto, para não ter problemas, é sempre bom evitar comer alimentos ricos em carboidratos e gorduras. 

Com galinhas dançando, Mercedes faz anúncio de sistema de suspensão ativa

27/09/2013 17:07  - Foto: Reprodução

Com galinhas dançando, Mercedes faz anúncio de sistema de suspensão ativa
De forma simples, eficaz e viral, publicitários da marca alemã produzem filme "diferente"

por David Sharp
MotorDream

Que relação pode ter um sistema de suspensão inteligente com algumas galinhas? Para a Mercedes, há sim muitas coisas em comum. O Inteligent Drive Magic Body Control poderia ser explicado de forma técnica, minuciosa e comum, mas ao pensar na inusitada ideia, a marca alemã produziu seu novo anúncio para representa-lo. O filme publicitário mistura os animais "dançando" ao som de uma animada e engraçada música de discoteca dos anos 70. Vale a pena conferir abaixo. 



Teste: Fiat Uno College – Coração de estudante

27/09/2013 13:01  - Fotos: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Teste: Fiat Uno College – Coração de estudante
Série College explora o visual descontraído do Fiat Uno para ampliar o apelo à juventude
por Rodrigo Machado
Auto Press


A Fiat não deixa passar nada. Já fez séries especiais com mote em filmes, estradas e até em homenagem à “pátria-mãe” Itália. Sempre na expectativa de trazer interesse para algum carro. E se há um modelo em sua linha que se adapta facilmente a novas propostas estéticas é o Uno. Foi por isso que a marca introduziu em março a série College para o subcompacto. Baseada na versão Vivace 1.0, ela cria uma relação ainda mais óbvia entre o Uno e universitários. Afinal, mesmo quem é mais velho se identifica com a ideia de juventude – pelo menos até que os jovens comecem a fazer bobagens.

Assim como todas as recentes séries especiais dos carros da Fiat, o College é basicamente um kit de personalização do Uno. Tanto que nem é vendido como versão separada e sim um pacote de opcionais. Mas que se juntam para um recheio bem suficiente para o segmento. Ele traz ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina, vidros e travas elétricas, volante com regulagem de altura, pré-disposição para rádio, conta-giros e econômetro por R$ 5.656. No total, o Uno College sai por R$ 33.666. Cerca de R$ 1 mil a menos do que se os mesmos equipamentos fossem selecionados separadamente.



Ainda há, é claro, um apelo estético. O exterior só pode vir pintado de branco ou azul, enquanto retrovisores, maçanetas e as molduras  das três aberturas no capô são sempre vermelhos. As rodas, por sua vez, são brancas e o teto tem racks. Por dentro, os bancos, saídas de ar, maçanetas, puxadores de porta, volante e parte central do painel trazem detalhes em azul e vermelho.

Na mecânica, tudo na mesma. O motor segue o 1.0 Fire Evo de 75 cv e 9,9 kgfm de torque com etanol e a transmissão manual com cinco velocidades. Juntos, levam o pequeno hatch a 100 km/h em 13,8 segundos e até 151 km/h. Marcas razoáveis para um “mil”. 



A introdução da versão, no entanto, não significou qualquer variação positiva no mercado para o modelo. E, com certeza, nem era a pretensão da Fiat. Mas, o fato é, que o Uno já perdeu o ar de novidade. Tanto que nos últimos dois meses cedeu a posição de segundo carro mais vendido do país para o companheiro Palio e já vê o Ford Fiesta – que acumula as versões New e RoCam – crescer no retrovisor. Mudanças significativas no Uno devem acontecer apenas em 2014, quando receberá uma reestilização e a estreia de um inédito motor 1.0 de três cilindros. Novidades que podem fazer o subcompacto voltar a ficar em primeiro na turma.

Ponto a ponto
Desempenho –
 Como a maioria dos 1.0 do mercado nacional, o Uno não empolga. A força do motor é suficiente apenas para o básico. Não há sobra de potência ou torque para uma ultrapassagem, por exemplo. Ao menos, o Uno é leve, pesa só 920 kg, o que deixa a tarefa do propulsor menos cruel. O câmbio de cinco marchas tem engates imprecisos e não adiciona muito para um conjunto acima da média. Nota 6.

Estabilidade – 
O Uno é um carrinho acertado na direção. É claro que a carroceria rola em curvas e que os pneus finos não contribuem para uma estabilidade excelente. Porém, o chassi é bem construído e torce pouco. A direção é precisa e é fácil prever as reações do pequeno hatch. Nota 7.

Interatividade – 
A série College mantém as premissas básicas desta nova geração do Uno. Ou seja, painel de instrumentos estiloso e completinho – há até econômetro. Os comandos básicos do carro também ficam em posições óbvias e de simples acesso. O único que destoa é o controle dos vidros elétricos dianteiros, posicionados no console central. A visibilidade é sempre eficiente. Nota 8.

Consumo – 
O College é baseado na versão Vivace 1.0 quatro portas do Uno. Testada pelo InMetro, ele fez 8,6 km/l de etanol e 13,0 km/l de gasolina em circuito misto. Suficiente para ficar com a nota “B” no segmento de subcompacto – e “A” no geral. Nota 7.

Conforto – 
O formato quadrado fornece um bom espaço interno para o pequeno hatch. Evidentemente, não há folga para cinco adultos. Mas, na maioria das vezes, espaço não é um problema. Como é comum nos Fiat, a suspensão é calibrada para absorver bem a buraqueira das ruas. O isolamento acústico claramente evoluiu desde o lançamento. Nota 8.



Tecnologia – 
A atual geração do Uno foi lançada em 2010 e teve desenvolvimento conjunto com o Panda europeu. Para o segmento, é uma plataforma moderna e que beneficia bastante o modelo da Fiat. A série College traz um pacote até interessante para um popular. Nota 7.

Habitalidade – 
A cabine do Uno é muito bem pensada. Existem muitos porta-objetos úteis de acesso fácil. Entrar e sair do pequenino também não é tarefa complicada. O porta-malas, de 280 litros, é bom para o segmento. Nota 8.

Acabamento – 
É notável a evolução de acabamento do Uno em relação aos Fiat da década de 2000. O carrinho é bem feito e bem construído. O painel e console recebem plásticos rígidos, mas com alguns detalhes estéticos que fazem a diferença no segmento. A versão College dá um charme extra ao Uno com pintura especial no interior. Nota 7.

Design – 
Nesses três anos de mercado, o Uno pouco envelheceu. Seu desenho “engraçadinho” continua se destacando em um segmento marcado por linhas previsíveis. A série College traz um excesso de “adornos”, como os adesivos laterais e pintura vermelha em retrovisores e maçanetas. Mas, de maneira geral, agrada. Nota 9.

Custo/benefício – 
O pacote College só pode ser adicionado na versão Vivace 1.0 e custa R$ 5.656. No total, a conta chega ao cabalístico valor de R$ 33.666. Comprados por fora, os opcionais que compõe a série custam mais de R$ 6 mil – mas alguns itens, se não viessem no pacote dificilmente seriam escolhidos. O valor deixa o Uno muito próximo de modelos também modernos, mas maiores, do segmento de compactos. Nota 6.
Total –
 O Fiat Uno College 1.0 somou 73 pontos em 100 possíveis.



Impressões ao dirigirLições de marketing

A tática da Fiat para criar séries especiais para seus modelos é interessante. Com pequenas alterações estéticas e pouco investimento, dá ao carro uma personalidade ligeiramente distinta. Com o Uno, principalmente, a estratégia funciona muito bem. A versão College é criativa, “bem humorada” e não é apelativa. Claro que os detalhes vermelhos no exterior saltam aos olhos, mas, o subcompacto é um dos poucos carros que “aceita” isso. O mesmo acontece por dentro, com os detalhes em vermelho e azul. Tudo parece feito para deixar o carro ainda mais jovial.



No resto, o Uno continua o mesmo. E isso é boa coisa. O hatch brasileiro foi desenvolvido em conjunto com o Panda italiano e tem um conjunto dinâmico competente. A carroceria torce bem pouco e, guardadas as devidas proporções, proporciona um comportamento bem satisfatório ao pequenino modelo. O motor 1.0 não é um poço de potência e nem preza por uma extrema suavidade. Mas tem ao seu lado o baixo peso para conseguir manter o Uno com acelerações e retomadas aceitáveis.

Na suspensão, a Fiat seguiu a sua tradição e apostou em um acerto mais macio, que beneficia o conforto. O Uno roda tranquilo, sem grandes solavancos e com boa absorção de impactos. O isolamento acústico, principalmente o vindo do motor, melhorou bastante desde 2010. Agora, dá para explorar giros maiores do motor sem sofrer com ruídos e vibrações extremas. Sempre importante em um 1.0.


         
Ficha técnica
Fiat Uno College 1.0 8V
Motor: 
A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 999 cm³, com quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 73 cv com gasolina e 75 cv com etanol a 6.250 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 14,7 segundos com gasolina e 13,8 s com etanol.
Velocidade máxima: 151 km/h com gasolina e etanol.
Torque máximo: 9,5 kgfm com gasolina e 9,8 kgfm com etanol a 3.850 rpm.
Diâmetro e curso: 70,0 mm X 64,9 mm. Taxa de compressão: 12,1:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, braços oscilantes inferiores transversais e molas helicoidais. Traseira com barra de torção e rodas semi-independentes, amortecedores hidráulicos e molas helicoidais. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 175/65 R14.
Freios: Discos sólidos na frente e tambores atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,77 metros de comprimento, 1,64 m de largura, 1,48 m de altura e 2,37 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais.
Peso: 920 kg.
Capacidade do porta-malas: 280 litros. 
Tanque de combustível: 48 litros.
Produção: Betim, Brasil.
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina, vidros e travas elétricas, pré-disposição para rádio, rodas de liga leve de 14 polegadas, volante com regulagem de altura, conta-giros, econômetro, airbag duplo e ABS.
Preço: R$ 33.666.





 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mercedes G63 6X6 tem preço de R$ 1,3 milhão na Alemanha

23/09/2013 12:47  - Fotos: Divulgação

Mercedes G63 6X6 tem preço de R$ 1,3 milhão na Alemanha
Utilitário de seis rodas terá de 20 a 30 unidades produzidas anualmente

por Raphael Panaro
MotorDream


O que começou com uma demanda para atender o Oriente Médio acabou virando uma pequena produção em série. A Mercedes-Benz vai fabricar de 20 a 30 unidades do G63 AMG 6X6 anualmente. E grande no tamanho, grande no preço. Cada modelo não sairá por menos de 451 mil euros – mais de R$ 1,3 milhão – na Alemanha. O valor, na verdade, é de 379 mil euros, porém no país europeu a um imposto de 19% sobre o valor do carro. O "tanque" não estará disponível na América do Norte – EUA, Canadá e México

O utilitário vem equipado com motor V8 5.5 litros de 544 cv de potência e 77,4 kgfm de torque. Acoplado ao bloco está a transmissão automática de sete velocidades e dupla embreagem, que faz o SUV chegar aos 100 km/h em apenas 5,4 segundos e atingir uma velocidade máxima, limitada eletronicamente, de 210 km/h. 

Veja mais: Por R$ 537 mil, Mercedes traz a renovada E63 AMG ao Brasil

Renault vai oferecer recarga de graça para elétricos na França

23/09/2013 11:11  - Fotos: Divulgação

Renault vai oferecer recarga de graça para elétricos na França
Marca quer mostrar a infraestrutura de terminais e dar uma alternativa aos consumidores

por Raphael Panaro
MotorDream


A partir do próximo dia 30 de setembro, a Renault vai oferecer uma regalia aos donos de carros elétricos na França. A marca vai dar de graça uma hora de recarga por dia aos proprietários de veículos elétricos – independentemente da fabricante que o carro seja. Ao todo serão 875 terminais de recarga rápida distribuídos nas 372 concessionárias da marca no país europeu. Em uma hora é possível carregar até 80% das baterias.

O objetivo da Renault é demonstrar o potencial da infraestrutura da rede de recarga e oferecer uma alternativa às estações privadas – como, por exemplo, casa e trabalho. Isso também será evidenciado com a viagem de dois Zoe's de Paris até Rochelle, na costa francesa. Os dois veículos elétricos vão percorrer uma distância de 477 km e fazer a recarga em três lojas da Renault no caminho.

BMW Série 5 tem mais de 134 mil unidades afetadas por recall nos Estados Unidos

23/09/2013 09:55  - Fotos: Divulgação

BMW Série 5 tem mais de 134 mil unidades afetadas por recall nos Estados Unidos
Problema foi localizado na parte elétrica das lanternas traseiras que podem falhar e causar acidentes

por Raphael Panaro
MotorDream


A BMW vai realizar um grande recall no próximo mês nos Estados Unidos. Ao todo, 134.100 modelos Série 5 foram afetados por um problema na parte elétrica das lanternas traseiras, que podem queimar devido à falha. As versões envolvidas são as 528i, 535i, 550i e M5, produzidas entre 2008 e 2010.

A reparação do problema começa em outubro, onde a parte elétrica será totalmente trocada. Até o momento, a BMW não registrou nenhum tipo de incidente envolvendo os modelos.