domingo, 1 de setembro de 2013

NACIONAIS ESPORTIVOS

À ESPERA DO ESPORTIVO NACIONAL

Depois do fim dos fora de série brasileiros nos anos 1990, nova geração de supercarros não tem força para sair do papel

por TEREZA CONSIGLIO
 

 
30/08/2013 15h10 - atualizado às 19h18 em 30/08/2013
Vorax foi exibido no Salão do Automóvel 2010 (Foto: Autoesporte)
Os genuínos cupês brasileiros, feitos artesanalmente e patrocinados por entusiastas da velocidade, ficaram lá nos anos 1990. Novatos até surgiram, alguns inclusive com a pretensão de levar o título de “primeiro superesportivo brasileiro”. Mas até agora nenhum deles vingou. Lembra do Vorax? O carrão de estilo invocado causou frisson no no Salão de São Paulo de 2010. Além do visual, o cupê prometia entregar até 750 cv, na versão com motor 5.0 V10 supercharger biturbo. À época, cada unidade sairia pelo preço de R$ 700 mil. O projeto empolgou, mas o carro não ganhou as ruas.
DoniRosset, outro superesportivo que não saiu do papel (Foto: Divulgação)
Depois dele, veio o cupê DoniRosset. Anunciado em 2012 pelo estúdio paulista Amoritz GT, o projeto do bólido “made in Brazil“ incluía enorme bloco 8.4 V10 biturbo de Dodge Viper capaz de gerar 1.007 cv. Força bruta suficiente para tirá-lo do chão, mas pelo jeito não do papel. Estimado em R$ 2 milhões, a carrão chegou a ganhar um protótipo de argila no ano passado, mas não uma versão preliminar de fato. A promessa e a espera pelo supercupê brasileiro continuam.
Lobini H1 (Foto: Autoesporte)



LOBINI H1
: Criado em 2005, o Lobini era feito em Cotia (SP). Trazia portas automáticas com abertura para cima e um bloco 1.8 turbo de 180 cv herdado do VW Golf.
Puma GTB S2 (Foto: Autoesporte)




Puma GTB S
: Assim como o GT, o modelo de 1975 trazia mecânica de Opala, mas com novo chassi. O motor seis cilindros de 171 cv garantia desempenho de esportivo europeu.

 
Hofstetter (Foto: Autoesporte)



Hofstetter:
 O estilo futurista incluía portas asa de gaivota. Era equipado com o motor VW 1.8 de quatro cilindros a álcool, turbinado para entregar 140 cv.


 
Miura (Foto: Autoesporte)



Miura:
 Nos anos 1980, o esportivo gaúcho da Besson-Gobbi era objeto de desejo. Tinha regulagem elétrica para o volante e pedais ajustáveis. Mas a performance era modesta.
EMME LOTUS 422 (Foto: Autoesporte)



Emme Lotus 422
: Lançado em 1997, esse sedã brasileiro seria capaz de rivalizar com os importados. Mas não passou de enganação. A empresa surgiu e sumiu sem deixar vestígios, apenas uma história mal contada.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário