BRIGA DE AUTOMÁTICOS: CHEVROLET PRISMA X HYUNDAI HB20S
Sedãs se enfrentam pra mostrar quem entrega mais conforto ao motorista que quer dar adeus à embreagem
Como quem quer conforto também faz questão de espaço, escalamos para o embate as versões topo de linha dos dois sedãs. Tanto Prisma 1.4 LTZ quanto HB20S Premium vêm recheados de equipamentos para tornar as horas no congestionamento menos penosas. Por R$ 50.490, o Chevrolet traz ABS, airbag duplo, direção hidráulica, ar-condicionado, computador de bordo, faróis de neblina, sensor de estacionamento e kit multimídia MyLink, com tela sensível ao toque de oito polegadas. O modelo automático também ganhou controle de cruzeiro com comandos na direção. Do outro lado, ao preço de R$ 52.795, o Hyundai é oferecido com pacote de equipamentos equivalente, mais o sistema Isofix para cadeirinhas, rodas de liga leve aro 15 e volante multifuncional revestido em couro. Há também kit de som, com CD player, MP3, entrada auxiliar e Bluetooth.
Anda e para
Às 16h20, em plena quinta-feira, o trânsito na avenida Paulista começa a complicar, mas ainda há espaço para dar umas esticadas antes de parar no próximo semáforo. Com o já conhecido 1.4 8V de 106 cv, o Prisma mantém o rodar macio, repetindo o comportamento da versão mecânica. O torque pequeno em baixas rotações exige pisadas mais fortes nas saídas. As trocas de marcha são realizadas a 2.000 rpm e, apesar do bom escalonamento, as mudanças de velocidades são sentidas com um pequeno solavanco, principalmente na passagem da primeira para segunda. Mas os ocupantes não chegam a sentí-las com a mesma intensidade de um automatizado (como o próprio Easytronic do Agile). Se quiser, o motorista ainda tem a opção de assumir as trocas. Na lateral da alavanca do câmbio há os botões “mais” e “menos”, mas é bom dizer que o acesso não é nada intuitivo, o que desencoraja o uso. Aletas atrás do volante seriam muito mais práticas.
Enquanto o Prisma ganha velocidade de forma gradual, sem afobação, o HB20S responde de maneira vigorosa ao primeiro toque no acelerador. Há uma grande diferença em potência e torque. O 1.6 16V de 128 cv consegue ser mais disposto, mesmo associado ao câmbio de apenas quatro marchas. Isso ajuda na hora de mudar de faixas e escapar das vias mais congestionadas. A rapidez nas respostas e a suavidade nas mudanças de marchas surpreendem.
Mesmo com duas marchas a menos em relação ao Prisma, estar ao volante do HB20S automático é tão empolgante quanto dirigir a versão manual. Não que seja sem graça guiar o Prisma, que possui outros atributos para cativar o consumidor. A pegada do volante, por exemplo, é bastante convidativa, e a direção, leve e precisa. Outro ponto: se você ficar preso no trânsito por horas e quiser afastar o tédio, o sistema multimídia MyLink com certeza fará falta ao Hyundai. As funções da “telinha” sensível ao toque são bastante intuitivas, e a qualidade do áudio e do Bluetooth são muito superiores no Prisma. O acabamento do GM também é mais refinado, estofamento e mesmo o plástico do painel são mais agradáveis ao tato.
Com fama de gastões, os dois automáticos testados aqui podem fugir dessa reputação. Em ciclo urbano, o Prisma fez média de 6,5 km/l de etanol. Mas é na rodovia que a sexta marcha se faz bem-vinda, ajudando o motor a trabalhar em baixas rotações. A 120 km/h, o contagiros marca 3.000 rpm, regime no qual o computador de bordo aponta média de 11,8 km/l. Mas o HB não fica atrás no quesito consumo. Mesmo com câmbio ultrapassado, o sedã consegue superar o rendimento do rival na cidade, com média de 7,5 km/l. Na estrada, o rendimento ficou um pouco abaixo do concorrente, com 11,5 km/l.

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