quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MV Agusta Brutale 675

Teste: MV Agusta Brutale 675 – Força bruta ao alcance

21/08/2013 13:05  - Fotos: Divulgação

Teste: MV Agusta Brutale 675 – Força bruta ao alcance
Brutale 675 é a MV Agusta mais acessível mas mantém estilo e desempenho típicos da marca

por Carlo Valente
do InfoMotori.com/Itália
exclusivo para Auto Press


A MV Agusta é uma das mais tradicionais marcas de motocicletas do mundo. E tem como sua marca registrada a produção de modelos de alto desempenho. Mas, em 2012, a empresa resolveu expandir um pouco sua área de atuação e aumentar sua lucratividade. Lançou a Brutale 675, uma naked de média cilindrada. A moto segue o estilo simples, peculiaridade do segmento, mas ostenta design caprichado digno da casa italiana. Além disso, a boa relação de 1,5 kg/cv e o preço a partir de 9.190 euros – o equivalente a R$ 30 mil – a transformam na porta de entrada para a marca.

O apelo visual da Brutale 675 começa pelo fato dela seguir o mesmo estilo das nakeds maiores da marca, mas em escala reduzida. A conexão entre tanque, assento e cauda, é a mesma, o que confere à moto um aspecto de prontidão e agilidade. Há ainda soluções que contribuem não só para a aparência, mas para a funcionalidade, como o monobraço oscilante, que forma um interessante conjunto com o belo escape de três saídas.



Logicamente, a ciclística não ficou em segundo plano. A Brutale 675 tem 167 kg de peso seco, com chassi feito em treliça com tubos de aço conectados a placas laterais de alumínio. A suspensão apresenta garfo invertido de 43 milímetros na frente e um monoamortecedor progressivo com 119 mm de curso com ajuste na pré-carga da mola. A naked é movida por um motor tricilíndrico de 675 cilindradas, que entrega 110 cv de potência a 12.500 rpm e torque de 6,6 kgfm, disponíveis às 12 mil rpm. O propulsor é acoplado a uma transmissão de seis velocidades. A moto é “domada” por um conjunto de freios com dois discos dianteiros de 320 milímetros e pinça radial Brembo de quatro pistões. Atrás, é equipada por disco simples de 220 mm e pinça de dois pistões da mesma marca.

O modelo oferece também boa dose de tecnologia. O motor é gerenciado pelo sistema integrado de controle, que oferece quatro possibilidades de mapeamento – chuva, sport, normal e personalizado –, o que faz a naked se adequar às diferentes condições de condução. Traz ainda controle de tração com oito níveis de atuação. Quando o mecanismo detecta a possibilidade de derrapagem, interfere na abertura da válvula do acelerador e no avanço de ignição para restaurar a aderência da Brutale.



Na Europa, a MV Agusta Brutale é oferecida em três cores – vermelha, branca e cinza. Há uma versão, equipada com o sistema EAS – transmissão eletronicamente assistida –, que permite que as trocas de marchas sejam feitas sem a necessidade de acionamento de embreagem, que custa 9.590 euros, cerca de R$ 31 mil. No Brasil, a moto é aguardada ainda para este ano e chegará através da Dafra, que cuida das operações da MV Agusta no país. Porém ainda não há confirmação de data nem preços para o modelo.

Primeiras impressões
Nua e quente

Vicenza/Itália – 
Diante da MV Agusta Brutale 675, uma tarefa difícil é encontrar alguém que fique indiferente a sua estética. Mas a melhor parte é mesmo montar na naked, graças à conveniente altura em relação ao solo de 0,81 metro, que permite colocar facilmente o pé no solo. As posições das pedaleiras e do guidão levam a uma postura ligeiramente inclinada para a frente e oferece facilidade no controle sobre a moto. Além disso, valoriza a agilidade do veículo, confortável tanto para urbano quanto na estrada.

Um ponto negativo e que interfere no conforto é o calor emitido pelo motor. Em alguns momentos, a intensidade chega ao ponto de incomodar consideravelmente o condutor. Um eventual passageiro também não terá vida fácil na Brutale 675 em caso de trajetos longos. Porém, esses aspectos são atenuados pelo quase nulo nível de vibração do propulsor. A suavidade faz com que a vida na cidade seja bastante tranquila sobre a motocicleta. 



Apesar do bom desempenho, pilotar uma Brutale, mesmo que de média cilindrada, em ciclo urbano, é como manter um animal feroz preso numa jaula. Portanto, nada mais justo que uma avaliação também na pista. E, mesmo num pequeno circuito de kart, foi possível levar a motocicleta a seu limite e observar a intervenção do controle de tração. O sistema aparece sempre que necessário, mas de maneira minimamente invasiva.

A Brutale 675 impressiona por conseguir combinar boa performance, controle e charme. O sobreaquecimento do assento e a ausência de um indicador de nível de combustível são dois problemas consideráveis. Mas ainda assim, a moto é uma boa opção para o uso diário ou em viagens de férias.

Ficha técnica
MV Agusta Brutale 675
Motor: 
A gasolina, quatro tempos, três cilindros, quatro válvulas por cilindro, 675 cm³, duplo comando no cabeçote e arrefecimento a ar. Injeção eletrônica com três mapeamentos.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 110 cv a 12.500 rpm.
Torque máximo: 6,6 kgfm a 12 mil rpm
Diâmetro e curso: 79,0 mm x 45,9 mm.
Taxa de compressão: 12,3:1.
Suspensão: Garfo invertido de 43 milímetros na frente e monoamortecedor progressivo com 119 mm de curso com ajuste na pré-carga da mola atrás.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Disco duplo de 320 mm na frente e disco simples de 220 mm atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,09 metros de comprimento total, 0,73 m de largura, 1,38 m de distância entre-eixos e 0,81 m de altura do assento.
Peso: 167 kg.
Tanque do combustível: 16,6 litros.
Produção: Varese, Itália.
Lançamento: 2012.
Preço na Europa: 9.100 euros, o equivalente a R$ 30 mil.
Opcional: Transmissão eletronicamente assistida.
Preço completo: 9.590 euros, o equivalente a R$ 31 mil.

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