Teste: Lifan 530 - Um oriental ao Sul
23/08/2013 13:22 -
A chinesa Lifan se prepara para montar o sedã compacto 530 no Uruguai e crescer no Brasil
por Eduardo Rocha
Auto Press
Os ocidentais costumam achar que os chineses são muito parecidos entre si. Tanto os carros quanto as pessoas. Mas com os modelos da Lifan ocorre justamente o contrário. Normalmente, um carro da marca não se parecem em nada com outro. A montadora, que atua no ramo de automóveis há apenas oito anos, ainda busca uma identidade estética. Essa personalidade visual vai começar a ser desenhada de foma mais concreta no Brasil a partir do primeiro trimestre de 2014, que é quando será lançado o sedã compacto 530. O modelo tem o mesmo estilo do jipinho X60, com a grande grade de linhas horizontais e faróis que avançam sobre o para-lamas rechonchudos. Mas o fundamental no caso do 530 é a possibilidadde de a Lifan passar a atuar em um segmento de volumes bem mais expressivos.
A ideia da marca chinesa é manter a mesma política que adota em relação ao X60 e oferecer o sedãzinho a um preço atraente e bem equipado – ar-condicionado, trio elétrico, direção eletro-hidráulica, sistema de som, rodas de liga leve, faróis de neblina, airbags frontais, freios a disco e ABS. Para conjugar preço e equipamento não será necessária uma ginástica das mais tortuosas, já que o modelo será montado em CKD na unidade de San Jose de Mayo, no Uruguai, e poderá contar com os privilégios fiscais dos produtos feitos no Mercosul. A fábrica pertencia à Effa, de quem a Lifan adquiriu toda a operação para “primeirizar” as atividades, por achar que o antigo representante local não estava dando a devida atenção ao seus produtos.

O objetivo é atacar o subsegmento de sedãs compactos com espaço generoso mas acabamento simples. Nesse caso estão o JAC J3 Turin, o Renault Logan, Toyota Etios e até Chevrolet Cobalt – todos na faixa dos R$ 40 mil. De perfil, inclusive, o desenho do 530 lembra bastante o do modelo da também chinesa JAC. A linha de cintura é ascendente e tanto o volume frontal quanto traseiro são curtos. Todo o aspecto do carro remete à ideia de robustez. A frente alta tem para-choques bem protuberantes. As lanternas estreitas, nas laterais da tampa do porta-malas, criam uma grande área de lataria. A marca oval da Lifan, que traz três veleiros estilizados, aparece bem no meio da grade e no centro da tampa do traseira.
Assim como o desenho, o estilo de motorização também não foge muito ao que é oferecido hoje no mercado brasileiro. Trata-se de uma família moderna, com comando de válvula variável na admissão e bobinas individuais para os cilindros. Na China, o 530 é oferecido tanto com um motor 1.3 de 94 cv quanto com um 1.5 de 103 cv, sempre a 6 mil giros. O propulsor mais potente deve ser o escolhido para equipar o modelo no Brasil. Inclusive porque ele tanto pode trabalhar em conjunto com um câmbio manual de cinco marchas ou com uma transmissão continuamente variável – o que ampliaria a poder de atração do pequeno três-volumes. Ainda na parte mecância, a suspensão dianteira é bem tradicional, do tipo McPherson. Enquanto na traseira a opção é mais original: independente com braços semi-arrastados.
No interior, porém, o 530 cai no lugar-comum dos compactos de entrada, que costumam economizar bastante no acabamento. O revestimento sofre do mesmo excesso de plásticos que acomete os rivais no segmento. A agravante, no caso do modelo da Lifan, é que o encaixes das peças não é preciso. Há muitas rebarbas e os materias não inspiram muita confiança. O design interior também não é dos mais originais. Os revestimentos plásticos são em dois tons de cinza e há uns poucos detalhes cromados, como nos botões do rádio – insuficientes para emprestar qualquer requinte ao modelo. Seja como for, as soluções e os resultados são bastante próximos dos obtidos pelos competidores diretos no Brasil. O que pode dificultar a vida do sedãzinho é a natural desconfiança que qualquer marca nova inspira nos consumidores.

por Eduardo Rocha
Auto Press
Os ocidentais costumam achar que os chineses são muito parecidos entre si. Tanto os carros quanto as pessoas. Mas com os modelos da Lifan ocorre justamente o contrário. Normalmente, um carro da marca não se parecem em nada com outro. A montadora, que atua no ramo de automóveis há apenas oito anos, ainda busca uma identidade estética. Essa personalidade visual vai começar a ser desenhada de foma mais concreta no Brasil a partir do primeiro trimestre de 2014, que é quando será lançado o sedã compacto 530. O modelo tem o mesmo estilo do jipinho X60, com a grande grade de linhas horizontais e faróis que avançam sobre o para-lamas rechonchudos. Mas o fundamental no caso do 530 é a possibilidadde de a Lifan passar a atuar em um segmento de volumes bem mais expressivos.
A ideia da marca chinesa é manter a mesma política que adota em relação ao X60 e oferecer o sedãzinho a um preço atraente e bem equipado – ar-condicionado, trio elétrico, direção eletro-hidráulica, sistema de som, rodas de liga leve, faróis de neblina, airbags frontais, freios a disco e ABS. Para conjugar preço e equipamento não será necessária uma ginástica das mais tortuosas, já que o modelo será montado em CKD na unidade de San Jose de Mayo, no Uruguai, e poderá contar com os privilégios fiscais dos produtos feitos no Mercosul. A fábrica pertencia à Effa, de quem a Lifan adquiriu toda a operação para “primeirizar” as atividades, por achar que o antigo representante local não estava dando a devida atenção ao seus produtos.
O objetivo é atacar o subsegmento de sedãs compactos com espaço generoso mas acabamento simples. Nesse caso estão o JAC J3 Turin, o Renault Logan, Toyota Etios e até Chevrolet Cobalt – todos na faixa dos R$ 40 mil. De perfil, inclusive, o desenho do 530 lembra bastante o do modelo da também chinesa JAC. A linha de cintura é ascendente e tanto o volume frontal quanto traseiro são curtos. Todo o aspecto do carro remete à ideia de robustez. A frente alta tem para-choques bem protuberantes. As lanternas estreitas, nas laterais da tampa do porta-malas, criam uma grande área de lataria. A marca oval da Lifan, que traz três veleiros estilizados, aparece bem no meio da grade e no centro da tampa do traseira.
Assim como o desenho, o estilo de motorização também não foge muito ao que é oferecido hoje no mercado brasileiro. Trata-se de uma família moderna, com comando de válvula variável na admissão e bobinas individuais para os cilindros. Na China, o 530 é oferecido tanto com um motor 1.3 de 94 cv quanto com um 1.5 de 103 cv, sempre a 6 mil giros. O propulsor mais potente deve ser o escolhido para equipar o modelo no Brasil. Inclusive porque ele tanto pode trabalhar em conjunto com um câmbio manual de cinco marchas ou com uma transmissão continuamente variável – o que ampliaria a poder de atração do pequeno três-volumes. Ainda na parte mecância, a suspensão dianteira é bem tradicional, do tipo McPherson. Enquanto na traseira a opção é mais original: independente com braços semi-arrastados.
No interior, porém, o 530 cai no lugar-comum dos compactos de entrada, que costumam economizar bastante no acabamento. O revestimento sofre do mesmo excesso de plásticos que acomete os rivais no segmento. A agravante, no caso do modelo da Lifan, é que o encaixes das peças não é preciso. Há muitas rebarbas e os materias não inspiram muita confiança. O design interior também não é dos mais originais. Os revestimentos plásticos são em dois tons de cinza e há uns poucos detalhes cromados, como nos botões do rádio – insuficientes para emprestar qualquer requinte ao modelo. Seja como for, as soluções e os resultados são bastante próximos dos obtidos pelos competidores diretos no Brasil. O que pode dificultar a vida do sedãzinho é a natural desconfiança que qualquer marca nova inspira nos consumidores.
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